sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Origem da dança do ventre * Breve resumo

Raks El shark 
A dança do leste
A dança hoje conhecida como dança do ventre é de origem  oriental cujo surgimento exato nos é desconhecido por não existirem registros ou documentos que comprovem seu surgimento, o que temos são literaturas escassas e duvidosas... Infelizmente não há documentos suficientes que comprovem a dança até o século XX e a documentação existente é difícil de interpretar, pois dança é uma arte visual e o que se tem é a visão subjetiva do expectador que a assiste.  De qualquer forma, uma pequena estatueta do século II d.C. mostra uma dançarina em pose típica de dança oriental, tocando instrumentos antecessores dos "snujs" que a bailarina toca hoje em dia.

O que se sabe , ou a teoria que mais se aplica é de que surgiu no antigo Egito, onde as Sacerdotizas dançavam  para reverenciar a  Deusa Ísis, agradecendo e pedindo por fertilidade da terra, fertilidade do ventre e para celebrar a vida. Eram cultos religiosos onde os rituais incluíam movimentos pélvicos , movimentos ondulatórios e batidas de quadril.
Nessa época, a dança era restrita e feita somente dentro dos templos e não era aberto ao público. Se tratava de um culto religioso.
A dança do ventre também era praticada para ajudar as mulheres na hora do parto, por fortalecer a região pélvica, facilitando assim o momento do nascimento.
Danse Du ventre Dança do ventre foi um nome dado pelos franceses , que nos foi traduzido como  dança do ventre. Para  os americanos, Belly dance.
" Embora a dança seja comumente associada ao Egito e Arábia, as notícias mais antigas sobre o tema vêm da Mesopotâmia, ali, as mulheres dançavam em louvor à Grande Mãe, que ganhou nome de Inana entre os sumérios, Ishtar entre os Assírios babilônicos e Astarte entre os cananeus e fenícios- todas elas ligadas a fecundidade, vegetação e ao amor "
Históricamente sabemos da invasão árabe no Egito e, como são eles os responsáveis pela propagação da dança pelo mundo, podemos afirmar então, que ela surgiu dos rituais de fertilidade realizados no Egito. Aproximadamente no ano 5.000 a.C (segundo papyros e hieroglifos em pedra)
. Encontra-se ainda relatos sobre a origem dança do ventre no Egito criada por um escravo africano chamado Bes em homenagem a Hathor, outra deusa mãe. Esta era associada a fertilidade da terra.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Pote da gratidão





O POTE DA GRATIDÃO é uma forma de exercitar a nossa capacidade de olhar com maior amorosidade para nossas conquistas, sejam elas grandes ou pequenas… Agradecer também é uma maneira de mudar a nossa postura diante da vida e abrir caminho para que possamos visualizar novas e melhores perspectivas em nossas vidas. 
Que tal fazer também? Depois me conta como foi <3


Escolha um local para colocar seu potinho da gratidão. 
Deixe próximo dele um bloquinho e uma caneta.
➽Diariamente escreva um agradecimento por algo que bom que tenha acontecido .


Conforme seu pote for se enchendo de sua gratidão, também a sua vida se encherá de bênçãos!
‘O hábito de agradecer libera o fluxo de receber’

Um ótimo 2019 cheio de bênçãos.
Namastê
Beijo grande, Ana Aziza

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Às vezes você tem que virar fênix e alçar voos altos…

Sabe quando a raiva queima dentro de você? Sabe quando você se desfaz em lágrimas?
Quando a tristeza te consome e a esperança se despede, vai embora e você acha que nunca mais irá vê-la de novo? 
Às vezes você tem que atear fogo em si mesmo, virar cinzas, para poder renascer, virar fênix e fazer voos altos; porque às vezes a gente sofre, a gente chora, às vezes a gente cai, mas quando levantamos, viramos pássaro de fogo, destemido e capaz de enfrentar qualquer desafio e ultrapassar qualquer obstáculo. 
Quando as chamas te consumirem, entregue-se e se prepare para o renascimento, volte com penas douradas e brilhantes e diga para o mundo que labaredas machucam, mas não te assustam mais. 
Lembre-se de que a Fênix, quando volta, torna-se ainda mais bonita do que um dia já foi. 
Porque a dor ensina, o sofrimento dignifica, as brasas da alma faz-nos imortais e a nossa força vem à tona. 
Porque a verdadeira beleza é saber ser quem você precisa ser, mas nunca deixar de crescer, aprender e evoluir. 
As dores mais profundas são as que te transformam em um gigante que mata dragões e vence as guerras mais difíceis! 
Então queime, sangre, chore, mas ressuscite.

-O Segredo-Wandy Luz



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

10 Motivos para você praticar Dança do Ventre



1- Qualquer pessoa em qualquer idade pode fazer (Salvo sob restrição médica)
2 - Melhora a postura ( durante as aulas, a professora vai corrigindo sua postura para que o movimento saia melhor e mais bonito)
3 - Aumenta a auto confiança e a auto estima
4 - Te traz uma maior consciência corporal e aceitação do seu corpo como ele é. Visto tudo que você pode fazer, movimentar músculos que nem sabia que existe!
5-  Ajuda no combate a depressão, trazendo motivação.
6 - Você faz novas amizades, conhece gente nova e com o mesmo propósito que é a dança.
7 - Dançar desenvolve o raciocínio rápido, auxilia na criatividade
8- Trabalha a coordenação motora
9 -Por ter movimentos que variam quanto ao grau de dificuldade te desafia a SE superar a cada novo movimento
10 - Praticar uma atividade física
E ainda :Auxilia na liberação da endorfina, que promove o bem estar e o prazer

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

TRADUÇÃO - Haboso - eu a beijaria



Haboso - Eu a beijaria

Hee, heee,

Pela vida em seus olhos, oh lua, pergunte sobre nós

Ainda se lembra de nós, oh lua, ou já nos esqueceu?
Ah, se eu te alcançasse, oh lua, o que você faria?
Eu correria para ela e a beijaria... O que ela faria? Eu a beijaria
E com desejo eu alcançaria suas mãos e te diria, Oh Deus,

Te prometi em verdade, venha para mim, minha preciosidade
Venha, vamos voltar aos velhos tempos
Dois dias de mel e três de ternura
E um dia como este, e um dia como aquele em que se deprende do sofrimento
Junte suas mãos às minhas, e venha!
Vamos viver a vida sem culpa
Vamos ser felizes os 30 dias do mês
E vou te mimar e te fazer ouvir palavras que a farão perder o sono
Ah, se eu te alcançasse, oh lua, o que você faria?

Eu te amo e te imploro e te mimo
Venha, vamos nos livrar deste peso, e nos amar como no ínicio novamente
Vamos nos apaixonar imediatamente nesse reinício e deixar o fogo aumentar nosso desejo
Com duas palavras e um olhar seu, minhas forças se desmantelam, com um piscar dos seus olhos
Viveremos para nós dois dias de vida
E encontraremos nosso caminho para começarmos a viver

Ah, se eu te alcançasse, oh lua, o que você faria?
Eu correria para ela e a beijaria... O que ela faria? Eu a beijaria



quinta-feira, 14 de abril de 2016

Shaabi

Shaabi

Estilo musical bastante apreciado e atualmente muito divulgado em sites, blogues e redes sociais, o Shaabi (شعبي) literalmente quer dizer popular. Esse significado não se limita à dança ou ao estilo musical, mas a tudo que vem das massas. Não apenas o Egito, mas também outros países do norte africano, como Marrocos e Argélia, têm suas músicas estilo shaabi, cada um com suas características distintas. No Egito, até 1970, os grandes cantores como Om Khalsoum, Farid el Atrache, Mohamad Abdul Wahab e Abdel Halim Hafez dominavam o cenário musical; suas músicas tinham ricas composições, linguagem clássica e arranjos sofisticados. Em 1971, Ahmad Adaweia, egípcio de origem baladi, se lançou com grande sucesso, cantando músicas que retratavam os anseios, os sonhos e as dificuldades da classe trabalhadora. Sua linguagem era a das ruas do Cairo, cheia de gírias e até de duplo sentido. Muitas de suas músicas, como por exemplo “Habba Fo` u Habba Taht” (“uma parte está em cima e a outra está em baixo”), se referem à classe de elite egípcia que sempre se beneficia, enquanto a classe trabalhadora não consegue progredir. Contestando a burguesia egípcia, esteve sujeito à censura, principalmente no início de sua carreira. Os cantores shaabi atuais têm cada um seu estilo próprio e uma visão pessoal sobre a vida, mas todos admitem que foram influenciados por Adaweia, como, por exemplo o cantor de grande sucesso Hakim, de voz inconfundível, considerado “Sheikh do Shaabi”, que cresceu com o som da classe trabalhadora e suas raízes do sul do Egito. Com a influência de Adaweia, começou a praticar desde cedo as improvisações vocais típicas do shaabi chamadas mawals. Outro cantor muito popular é Shaaban Abdel Rahim que, antes de se tornar artista, viveu como trabalhador humilde. Fez várias músicas de protesto político sobre a situação de violência contra os países árabes. Muitas de suas músicas foram vendidas informalmente, devido à censura do governo, mas sua linguagem informal e letras extremamente sinceras fizeram imenso sucesso por todas as ruas do Cairo. Inúmeras músicas shaabi também têm um tom engraçado, brincalhão, insolente. No shaabi, tudo é válido: sons de carro, telefone, pato, vozes engraçadas, risadas, gírias, duplos sentidos até de conotação sensual, e temas do simples cotidiano e do amor. Tudo isso reflete o espírito do povo egípcio do subúrbio. Quem teve a oportunidade de vivenciar essa realidade, percebe o quanto enriquecedor é observar as mulheres egípcias suburbanas, com seu tom de voz alto, fala cantada, gestos de mão frenéticos, expressão que não se limita ao rosto, mas que percorre todo o corpo, mexendo os ombros e levando as mãos às cadeiras. Mulheres que são capazes de bater no marido, se perceberem que esses estão com a intenção de se casar com uma segunda esposa, o que nos mostra essa mistura de comédia e drama que permeia a vida desses egípcios. Os homens, com olhar namorador, mas ao mesmo tempo pasmos com a presença feminina, em alguns momentos demonstram certa ingenuidade no que se refere ao amor, mas ao mesmo tempo uma malandragem sem igual. E na dança, como isso reflete? É preciso saber a letra da música para se dançar shaabi? Ah, é bastante importante... O ideal é compreender a letra, sim, ao menos o tema da música para que a sua expressão facial e corporal seja condizente com o significado e, mais do que isso, para que você possa escolher a música que quer interpretar, não apenas pela composição musical e ritmo, mas por aquilo que a música expressa. É claro que a dança deve retratar o tema da música, mas se deve ter o cuidado de não transformar sua performance em mímica. A dança pode conter gestos mais marcantes que irão enriquecer sua interpretação, mas seu excesso pode remeter a uma apresentação infantil. O mesmo se aplica a cantar a letra da música, o que é muito válido se, no calor da emoção, isso acontecer espontaneamente ou mesmo se for para dar ênfase a alguma parte que esteja interpretando, mas também se deve ter moderação, já que o excesso pode tornar sua apresentação mais uma dublagem do que propriamente uma dança. Como a música tem tema e linguagem mais informal, os movimentos são mais soltos do que na dança clássica, cujo alinhamento corporal é mais elegante. No shaabi, os movimentos são mais simples, porém com bastante sentimento. Para enriquecer sua dança, é preciso prestar atenção nos instrumentos que estão tocando em cada parte da música. Cada instrumento tem uma característica distinta e suas combinações também. Geralmente na voz do cantor, você vai usar movimentos mais contidos, mais intimistas. Já quando entra o coral ou toda a orquestra, os movimentos são mais fortes, expansivos, permitindo maior deslocamento. Nas partes em que se evidencia a percussão, os movimentos de quadril com batidas e shimmies devem ser mais utilizados. É importante lembrar que cada pessoa tem uma bagagem e uma personalidade distinta, e assim, cada dança vai ser carregada de interpretação pessoal; a forma de traduzir a emoção em movimentos vai ser diferente, e principalmente a expressão facial de cada bailarina deve ser fiel a ela mesma, para que mesmo dançando estilos de música completamente diferentes, seu estilo pessoal seja marcante.
Texto de Munira Magharib
***********(artigo publicado na Revista Shimmie)

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