Para dançar, imagine você...
Não basta apenas gostar da dança.
Tem que se amar!
E muito!
Nem penso neste momento em auto estima, mas auto confiança!
Por que???
Pra não dar bola pro que os outros falam.
Ora, porque...
Por que sempre vai haver alguém para observar , lançar olhares e críticas para quem está lá no palco.
Por que sempre por detrás das cortinas existe a inveja, a intriga, a fofoca. Ou depois que o evento acaba. Ou no dia seguinte... Ou na aula seguinte... Ou no evento seguinte. Surgem os comentários maldosos.
E daí você dá de cara com uma bailarina que não tem muita técnica, que não chama a atenção do público enquanto dança... Que simplesmente não dá nem um sorriso. Você vê ela detonando a outra.
EI EI EI PARA TUDO!!!!
Eu aceito e sempre aceitei críticas numa boa! Acho que são construtivas. MAAAAAAAAAS se vindas de quem entende do assunto.
Não me venhas achar que és toda poderosa dona da razão e verdade absoluta.
Estamos nesse mundo para aprender. E devemos ter respeito com quem está aprendendo, ou pelo menos se esforça para isso.
Simplesmente acho o cúmulo quem não olha pro próprio umbigo. Já se viu em algum vídeo dançando?
Já procurou teus erros e tentou melhorá-los?? Ahh não. O da colega é mais fácil de ver e apontar o dedo!
Se te esforças pra aprender, tem vontade de ser cada vez melhor, as críticas maldosas são nada!
Não estou dizendo que isso é regra e acontece sempre.
Não , não.
Como em todo lugar tem gente boa e laranja podre.
Mas, tome cuidado com quem só fala mal dos outros. Você sabe quando não está presente o que falam de você?
#sóandodesacocheio
#sóisso
#sódesabafo
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Se ame: Dance!
Cada vez que me deparo com a dificuldade de alguma aluna, eu sinto a necessidade de me tornar uma professora melhor.
Mas quando a dificuldade dela é com a imagem que vê no espelho sinto que seu amor próprio é que deve crescer.
A dança do ventre não é um privilégio das mais lindas, mais perfeitas de corpo, mais saradas ou as tecnicamente perfeitas.
Mas de toda e qualquer mulher.
Que está disposta a ter mais amor próprio.
Que está disposta a dedicar um tempo do seu dia ou da sua semana para cuidar da auto estima.
Que está disposta a dedicar um tempo para se encontrar com seu ''eu'' feminino.
Não exclusivamente para dançar para alguém, não para impressionar.
(Há quem se dedique apenas para dançar para alguém. E isso não é errado, tem um objetivo)
Mas dançar em primeiro lugar para si .
É uma beleza que vem de dentro e se torna visível aos olhos de quem assiste.
Quando estamos felizes, transcende essa luz que vem de dentro...
SE AME, antes de qualquer coisa.
Apaixone-se pela mulher que você é. Independente de cor, peso ou altura.
A dança do ventre te permite ousar...
A cada movimento de braço, de mãos que vai nascendo ao longo do tempo...
A cada descoberta do que é possível fazer com o quadril (movimentos que nem se imaginaria existir).
A dança acima de tudo é a arte. E a arte não faz distinção.
E é essa arte que devemos explorar...
Ninguém nasce sabendo. Ninguém é perfeito.
E NÃO, NÃO PRECISA emagrecer primeiro.
NÃO NÃO precisa ter cabelo comprido.
NÃO , NÃO PRECISA ter barriga (ou não ter).
NÃO, NÃO IMPORTA se você é muito magra.
NÃO , NÃO importa a sua altura.
NUNCA deixe que te digam que não és capaz.
NUNCA deixe de acreditar no seu potencial.
NUNCA permita que te inferiorizem.
NUNCA .NUNCA mesmo permita que te tirem o gostinho de se sentir mais feliz.
Pois....
Quem muito julga, as vezes precisa de atenção. ( ou de algo pra fazer mesmo!)
Eu acredito que amarga já basta a vida. Podemos dar a ela mais sabor. Colocar um tempero. E a dança sabe fazer isso muito bem.
PARABÉNS a minhas lindas alunas que se dedicam, que se amam e que hoje deixam a dança fazer parte das suas vidas!!!!
''Ame o que você faz, e nunca será trabalho''
Mas quando a dificuldade dela é com a imagem que vê no espelho sinto que seu amor próprio é que deve crescer.
A dança do ventre não é um privilégio das mais lindas, mais perfeitas de corpo, mais saradas ou as tecnicamente perfeitas.
Mas de toda e qualquer mulher.
Que está disposta a ter mais amor próprio.
Que está disposta a dedicar um tempo do seu dia ou da sua semana para cuidar da auto estima.
Que está disposta a dedicar um tempo para se encontrar com seu ''eu'' feminino.
Não exclusivamente para dançar para alguém, não para impressionar.
(Há quem se dedique apenas para dançar para alguém. E isso não é errado, tem um objetivo)
Mas dançar em primeiro lugar para si .
É uma beleza que vem de dentro e se torna visível aos olhos de quem assiste.
Quando estamos felizes, transcende essa luz que vem de dentro...
SE AME, antes de qualquer coisa.
Apaixone-se pela mulher que você é. Independente de cor, peso ou altura.
A dança do ventre te permite ousar...
A cada movimento de braço, de mãos que vai nascendo ao longo do tempo...
A cada descoberta do que é possível fazer com o quadril (movimentos que nem se imaginaria existir).
A dança acima de tudo é a arte. E a arte não faz distinção.
E é essa arte que devemos explorar...
Ninguém nasce sabendo. Ninguém é perfeito.
E NÃO, NÃO PRECISA emagrecer primeiro.
NÃO NÃO precisa ter cabelo comprido.
NÃO , NÃO PRECISA ter barriga (ou não ter).
NÃO, NÃO IMPORTA se você é muito magra.
NÃO , NÃO importa a sua altura.
NUNCA deixe que te digam que não és capaz.
NUNCA deixe de acreditar no seu potencial.
NUNCA permita que te inferiorizem.
NUNCA .NUNCA mesmo permita que te tirem o gostinho de se sentir mais feliz.
Pois....
Quem muito julga, as vezes precisa de atenção. ( ou de algo pra fazer mesmo!)
Eu acredito que amarga já basta a vida. Podemos dar a ela mais sabor. Colocar um tempero. E a dança sabe fazer isso muito bem.
PARABÉNS a minhas lindas alunas que se dedicam, que se amam e que hoje deixam a dança fazer parte das suas vidas!!!!
Ana Aziza
''Ame o que você faz, e nunca será trabalho''
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
A primeira apresentação em público...
Chegou a hora!!!
E agora???
Agora, respira fundo e se joga!!!
Muitas meninas (crianças, adultas, senhoras....) tem um certo receio com a apresentação. A primeira em especial.
Eu nem vou falar como foi para mim a sensação de estar no palco pela primeira vez... Há quem diga que eu parecia ter sido chicoteada antes de subir lá ...
Mas enfim, para quem vai dançar pela primeira vez e está cheia de dúvidas, o que tenho a dizer é o seguinte: Essa dúvida, esse receio, esse friozinho na barriga é completamente normal. A não ser para aquelas que já nasceram com sede de brilhar , vontade de arrasar e desejo de ser vista e aplaudida.
Muitas dúvidas pairam em nossas mentes .... Muitas mesmo. Que vão desde figurino, maquiagem , coreografia (o não errar) até o que o público vai achar. Dançar para o desconhecido pode ser até mais fácil. Mas quando sua família e seus amigos vão assistir, é quase uma obrigação que dê tudo certo.
Relaxa!!!!!
Alguém tem nas mãos um tesouro que é uma bailarina dedicada e que se propôs a dançar. Esse alguém , seu coreógrafo (a) , professor (a) acredita e tem fé que tudo vai dar certo.
Não dance por que foi obrigada. Não dance por pressão. Acredite: Todo mundo percebe a insegurança. Uma coisa é estar nervosa pela situação de estar em público, a adrenalina, a emoção. Outra é dançar por que tem que dançar.
A apresentação é consequência. É o momento de mostrar para as pessoas o que você aprendeu em aula.
Para o professor é um orgulho ver suas pupilas abrilhantando um evento.
Seja confiante! Foram horas de ensaio (as vezes dias, meses)... Respira fundo e '' Está na chuva? Se molhe!''
No dia da apresentação procure estar calma, relaxada. Não se estresse. Tenha uma boa noite de sono (mas não durma de mais kkkkk ) Ficar passando e repassando a coreografia para algumas pode ser pior. Se tiveram tempo de ensaiar, uma passagem de palco é suficiente. Não fiquem neuróticas!!!!!! Mas, se os ensaios foram poucos , daí sim vale passar mais algumas vezes.
Esteja no horário combinado. Se tiver passagem de palco, e for em grupo suas colegas precisam de você nesse momento.
Tem uma colega mais nervosa que você??? Ajude-a. Converse. Tente acalmá-la.Estarão todas no mesmo barco. Prestes a errar ou acertar aquele momento mágico que dura muitas das vezes apenas 3,4 minutos.
É tudo muito rápido.... E as vezes é um ''sofrimento'' em vão.
É momento de se divertir!!!!!!
Errou??? P-A-C-I-Ê-N-C-I-A. Toca o barco e segue o que deve ser feito.
Esqueceu a coreografia??? Olha pra colega do lado, da frente (visão panorâmica: você tem. USE!)... Ahh você é a da frente??? Bom ... Se for um grupo e você for ''meio'' já tem uma vantagem. O povo vai achar que foi combinado.Por que o meio pode ser diferente (ou não)
Mas acima de tudo: Curta o momento, se jogue!!! Brinque!!! Seja feliz dançando!!!!
Beijosss
Ana Aziza
E agora???
Agora, respira fundo e se joga!!!
Muitas meninas (crianças, adultas, senhoras....) tem um certo receio com a apresentação. A primeira em especial.
Eu nem vou falar como foi para mim a sensação de estar no palco pela primeira vez... Há quem diga que eu parecia ter sido chicoteada antes de subir lá ...
Mas enfim, para quem vai dançar pela primeira vez e está cheia de dúvidas, o que tenho a dizer é o seguinte: Essa dúvida, esse receio, esse friozinho na barriga é completamente normal. A não ser para aquelas que já nasceram com sede de brilhar , vontade de arrasar e desejo de ser vista e aplaudida.
Muitas dúvidas pairam em nossas mentes .... Muitas mesmo. Que vão desde figurino, maquiagem , coreografia (o não errar) até o que o público vai achar. Dançar para o desconhecido pode ser até mais fácil. Mas quando sua família e seus amigos vão assistir, é quase uma obrigação que dê tudo certo.
Relaxa!!!!!
Alguém tem nas mãos um tesouro que é uma bailarina dedicada e que se propôs a dançar. Esse alguém , seu coreógrafo (a) , professor (a) acredita e tem fé que tudo vai dar certo.
Não dance por que foi obrigada. Não dance por pressão. Acredite: Todo mundo percebe a insegurança. Uma coisa é estar nervosa pela situação de estar em público, a adrenalina, a emoção. Outra é dançar por que tem que dançar.
A apresentação é consequência. É o momento de mostrar para as pessoas o que você aprendeu em aula.
Para o professor é um orgulho ver suas pupilas abrilhantando um evento.
Seja confiante! Foram horas de ensaio (as vezes dias, meses)... Respira fundo e '' Está na chuva? Se molhe!''
No dia da apresentação procure estar calma, relaxada. Não se estresse. Tenha uma boa noite de sono (mas não durma de mais kkkkk ) Ficar passando e repassando a coreografia para algumas pode ser pior. Se tiveram tempo de ensaiar, uma passagem de palco é suficiente. Não fiquem neuróticas!!!!!! Mas, se os ensaios foram poucos , daí sim vale passar mais algumas vezes.
Esteja no horário combinado. Se tiver passagem de palco, e for em grupo suas colegas precisam de você nesse momento.
Tem uma colega mais nervosa que você??? Ajude-a. Converse. Tente acalmá-la.Estarão todas no mesmo barco. Prestes a errar ou acertar aquele momento mágico que dura muitas das vezes apenas 3,4 minutos.
É tudo muito rápido.... E as vezes é um ''sofrimento'' em vão.
É momento de se divertir!!!!!!
Errou??? P-A-C-I-Ê-N-C-I-A. Toca o barco e segue o que deve ser feito.
Esqueceu a coreografia??? Olha pra colega do lado, da frente (visão panorâmica: você tem. USE!)... Ahh você é a da frente??? Bom ... Se for um grupo e você for ''meio'' já tem uma vantagem. O povo vai achar que foi combinado.Por que o meio pode ser diferente (ou não)
Mas acima de tudo: Curta o momento, se jogue!!! Brinque!!! Seja feliz dançando!!!!
Beijosss
Ana Aziza
sábado, 21 de setembro de 2013
Improviso?
Eu particularmente acho improvisar é para quem tem total segurança do que está fazendo.E tem conhecimento daquilo que vai executar.
Ou do contrário vai acontecer o que acontece comigo sempre que vejo um vídeo meu de improviso:
''O.O Jesus, o que era aquilo?''.
No meu caso , os movimentos ficam encurtados, faço movimentos que surgem sei lá de onde. rsrsrsrs Embora prefira assim. :)
Não consigo montar coreografias para mim. Sem contar que na hora posso esquecer, e daí entra novamente o improviso.
Talvez seja o fato de que quando montamos uma coreografia, mudamos alguns passos, trocamos as sequencias até ficarem ''perfeitos'' , pelo menos aos nossos olhos. Quando você recebe uma coreografia pronta, é só memorizar e executar. Não tem a preocupação de encaixar uma coisa na outra.
Há os prós e contras, como qualquer outra coisa na vida da gente.
No improviso: Se temos pouco tempo de dança ou não conhecemos a música, corremos o risco de ficar com aquela expressão: ''Oh!! O que faço agora?'' . Aí entra a alma da bailarina, o amor, a entrega... O ouvido apurado... Estar segura do que sabe fazer. E isso dá um toque especial a dança. Fica ''viva''. Sem passos marcados e cara de paisagem.
Na coreografia: Se ensaiamos pouco, corremos o risco de ficar com aquele olhar procurando no horizonte o passo vem depois do outro. Podemos nos perder. Pior ainda se for em grupo, onde todos percebem que não estamos sincronizadas. Por outro lado, quando ensaiamos temos total domínio dos passos. Podemos executar com mais amplitude. Não correndo o risco de por exemplo fazer um oito maia e no meio dele entrar uma batida de repente, ficando perdida. Se bem ensaiadas, podemos ousar na expressão. Sorrisão (se a música for alegre), uma piscadinha pra alguém conhecido da platéia... E por aí vai.
Mas tudo isso é MINHA OPINIÃO.
O que já ouvi falar é o seguinte: Se você conhece a música, já ouviu ela alguma vez, ou zilhões de vezes não caracteriza improviso. O improviso é quando você cria passos e sequências em cima de algo que nunca ouviu.
Particularmente, eu prefiro ouvir a música até gastar os ouvidos. Determinar alguns pontos onde sei que a música pede aquele movimento. E o resto flui no momento da apresentação. Mas é questão pessoal mesmo. Embora ache que a coreografia possa ajudar e muito.
Eis aqui um vídeo meu improvisando: Derbake
Li esse texto e acho que encaixa direitinho em qualquer modalidade da dança:
Kauane Linassi Leite da 8ª série de dança contemporânea, preparou um texto para o Blog da Escola Bolshoi Brasil.
Aos 13 anos, pela primeira vez, fui jogada sobre um palco e, movida a partir de uma pesquisa pouco pincelada, encarei o desafio de improvisar perante uma plateia inteira.
Hoje, alguns anos mais tarde, depois de constante pesquisa, ainda posso afirmar que improvisação é uma das coisas que mais gosto de fazer quando se trata de expressão artística.
Improvisar é estar consciente e inconsciente ao mesmo tempo. É ter noção do que se faz concomitantemente em que não se sabe o que se está fazendo. Improvisar é se utilizar de vivências. De insights. De repertórios corporais pré-estabelecidos.
Improvisar, ao contrário do que muita gente pensa, não é para qualquer um. Mexer o corpo de um lado para outro, correr saltar e pensar, que, só porque está inventando tudo na hora, é improviso é coisa de quem não sabe nada. E para improvisar tem que saber. Pelo menos alguma coisinha desta vida! Porque para improvisar é necessária uma somatória de momentos já vividos, milhares de histórias para contar e uma necessidade monstruosa de estabelecer contato com qualquer segmento que for através desta comunicação propícia a quem quer conversar por meio do corpo.
Linguagem poética, estética ou não, a improvisação em dança nos liberta. Particularmente, um movimento improvisado soa mais verdadeiro que muitos coreografados, porque improvisar é presente. E presente num sentido ambíguo. É presente de agora, de momento, em que na criação não há tempo para pensar duas vezes. Ao mesmo tempo, em que aquele que improvisa é um grande presenteado.
Eu poderia ficar horas contando do quanto me tornei uma pessoa mais segura, autoconfiante, ousada e criativa depois que comecei a improvisar.
Confiar apenas em si mesmo, nas bagagens de seu próprio corpo e na explosão emocional que bombardeia a alma do bailarino é um desafio. E que desafio! Mas, felizmente, um desafio que me alimenta e me faz querer improvisar mais e mais. Desde uma improvisação coberta por holofotes e milhares de olhares até uma improvisação para o simples movimento de pegar um lápis que cai no chão.
Dançar a vida, a cotidiano, o agora: eis o grande barato desta corrente da dança contemporânea que surgiu no início dos anos 70, e que continua frequente e cada vez mais desafiadora até hoje.
O que penso enquanto estou improvisando? Nada. Apenas sinto. Pois improvisar é sentir. E sentir é querer improvisar mais e mais... Até que o meu corpo me conduza, quase que involuntariamente, a improvisar mais uma vez, só se calando na hora de começar de novo.
Ou do contrário vai acontecer o que acontece comigo sempre que vejo um vídeo meu de improviso:
''O.O Jesus, o que era aquilo?''.
No meu caso , os movimentos ficam encurtados, faço movimentos que surgem sei lá de onde. rsrsrsrs Embora prefira assim. :)
Não consigo montar coreografias para mim. Sem contar que na hora posso esquecer, e daí entra novamente o improviso.
Talvez seja o fato de que quando montamos uma coreografia, mudamos alguns passos, trocamos as sequencias até ficarem ''perfeitos'' , pelo menos aos nossos olhos. Quando você recebe uma coreografia pronta, é só memorizar e executar. Não tem a preocupação de encaixar uma coisa na outra.
Há os prós e contras, como qualquer outra coisa na vida da gente.
No improviso: Se temos pouco tempo de dança ou não conhecemos a música, corremos o risco de ficar com aquela expressão: ''Oh!! O que faço agora?'' . Aí entra a alma da bailarina, o amor, a entrega... O ouvido apurado... Estar segura do que sabe fazer. E isso dá um toque especial a dança. Fica ''viva''. Sem passos marcados e cara de paisagem.
Na coreografia: Se ensaiamos pouco, corremos o risco de ficar com aquele olhar procurando no horizonte o passo vem depois do outro. Podemos nos perder. Pior ainda se for em grupo, onde todos percebem que não estamos sincronizadas. Por outro lado, quando ensaiamos temos total domínio dos passos. Podemos executar com mais amplitude. Não correndo o risco de por exemplo fazer um oito maia e no meio dele entrar uma batida de repente, ficando perdida. Se bem ensaiadas, podemos ousar na expressão. Sorrisão (se a música for alegre), uma piscadinha pra alguém conhecido da platéia... E por aí vai.
Mas tudo isso é MINHA OPINIÃO.
O que já ouvi falar é o seguinte: Se você conhece a música, já ouviu ela alguma vez, ou zilhões de vezes não caracteriza improviso. O improviso é quando você cria passos e sequências em cima de algo que nunca ouviu.
Particularmente, eu prefiro ouvir a música até gastar os ouvidos. Determinar alguns pontos onde sei que a música pede aquele movimento. E o resto flui no momento da apresentação. Mas é questão pessoal mesmo. Embora ache que a coreografia possa ajudar e muito.
Eis aqui um vídeo meu improvisando: Derbake
Li esse texto e acho que encaixa direitinho em qualquer modalidade da dança:
Kauane Linassi Leite da 8ª série de dança contemporânea, preparou um texto para o Blog da Escola Bolshoi Brasil.
Improviso na dança contemporânea
Aos 13 anos, pela primeira vez, fui jogada sobre um palco e, movida a partir de uma pesquisa pouco pincelada, encarei o desafio de improvisar perante uma plateia inteira.
Hoje, alguns anos mais tarde, depois de constante pesquisa, ainda posso afirmar que improvisação é uma das coisas que mais gosto de fazer quando se trata de expressão artística.
Improvisar é estar consciente e inconsciente ao mesmo tempo. É ter noção do que se faz concomitantemente em que não se sabe o que se está fazendo. Improvisar é se utilizar de vivências. De insights. De repertórios corporais pré-estabelecidos.
Improvisar, ao contrário do que muita gente pensa, não é para qualquer um. Mexer o corpo de um lado para outro, correr saltar e pensar, que, só porque está inventando tudo na hora, é improviso é coisa de quem não sabe nada. E para improvisar tem que saber. Pelo menos alguma coisinha desta vida! Porque para improvisar é necessária uma somatória de momentos já vividos, milhares de histórias para contar e uma necessidade monstruosa de estabelecer contato com qualquer segmento que for através desta comunicação propícia a quem quer conversar por meio do corpo.
Linguagem poética, estética ou não, a improvisação em dança nos liberta. Particularmente, um movimento improvisado soa mais verdadeiro que muitos coreografados, porque improvisar é presente. E presente num sentido ambíguo. É presente de agora, de momento, em que na criação não há tempo para pensar duas vezes. Ao mesmo tempo, em que aquele que improvisa é um grande presenteado.
Eu poderia ficar horas contando do quanto me tornei uma pessoa mais segura, autoconfiante, ousada e criativa depois que comecei a improvisar.
Confiar apenas em si mesmo, nas bagagens de seu próprio corpo e na explosão emocional que bombardeia a alma do bailarino é um desafio. E que desafio! Mas, felizmente, um desafio que me alimenta e me faz querer improvisar mais e mais. Desde uma improvisação coberta por holofotes e milhares de olhares até uma improvisação para o simples movimento de pegar um lápis que cai no chão.
Dançar a vida, a cotidiano, o agora: eis o grande barato desta corrente da dança contemporânea que surgiu no início dos anos 70, e que continua frequente e cada vez mais desafiadora até hoje.
O que penso enquanto estou improvisando? Nada. Apenas sinto. Pois improvisar é sentir. E sentir é querer improvisar mais e mais... Até que o meu corpo me conduza, quase que involuntariamente, a improvisar mais uma vez, só se calando na hora de começar de novo.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Dança do ventre como inclusão social.
Existem vários meios de incluir pessoas com algum tipo de deficiência na sociedade.
Como aqui no blog falo sobre a dança do ventre, vou abordar esse tema:
A dança na vida de pessoas especiais.
Sou completamente leiga no assunto . Não estudei para isso. Mas sei que vivemos no meio de pessoas que sempre nos apresentam algum tipo de preconceito. Assim como existem aquelas que fazem toda a diferença.
A dança do ventre , além de ser uma arte, é uma forma de nos fazer sentir ''vivas'', para quem pratica é uma forma de descobrir o amor a si mesmo. O encantamento com seu próprio corpo. Conhecer seus limites e respeitá-los.
Pra quem quer não existem limites. Não há desculpas. Não há o que impeça de fazer sua alma voar enquanto dança.
Aqui, o exemplo de uma bailarina e professora de dança, que teve um dos braços amputados. Nesse primeiro vídeo, ela conta o que aconteceu:
Aqui uma apresentação dela :
E não para por aí.
Crianças com Síndrome de Down também dançam!
Taynara dançando com a espada:
São apenas alguns exemplos....
Existem profissionais e escolas especiais que incluem a dança como forma de desenvolver a coordenação motora e o aprendizado. Mães relatam que notam um melhor desenvolvimento de quem pratica a arte.
Não existe razão para não dançar. A não ser que você não queira.
Lembre-se :
FEIO É TER PRECONCEITO!!!!
Os signos e a dança do ventre
ÁRIES
A
dança do ventre encontra um solo propício entre os signos de Áries e Libra, no
entanto a ariana, regida por marte, é muito independente e voltada para a
vanguarda , por isso a arte em geral lhe faz bem, suprindo a sua necessidade de
ser livre . Revolucionária e carismática, ela inspirará outros a praticarem a
dança do ventre, e nunca faltará fôlego para a incansável ariana que fugirá ao
modelo tradicional, inovando em suas roupas e incorporando a sua famosa
"espontaneidade" para criar um estilo totalmente diferente e de alto
impacto.... Seu maior problema pode ser a pressa : Precisa lembrar que até
mesmo o " Poderoso Ariano" precisa de tempo para evoluir, se
respeitar isso, não medirá esforços para aprimorar sua arte e aproveitar sua
genialidade.
TOURO
Aqui
também, no eixo Touro e escorpião, nós vemos o desenvolvimento dessa arte. É
natural e imediata a empatia da taurina com a dança do ventre. Este signo,
regido por Vênus, é também um grande sensorial e na arte partirá em busca das
formas e da feminilidade. Além disso, essa arte se desenvolveu grandemente no
Egito, civilização de fortes características taurinas ( eles adoravam o próprio
animal como símbolo de fertilidade ), o que faz com que a maioria dos nativos
se sintam "alinhados", com um bem-estar muito grande praticando ou
simplesmente admirando essa Arte.
GÊMEOS
Inquieta,
a geminiana sente que tem muito a conhecer e trocar com todos que praticam a
dança do ventre, sua curiosidade natural vai levá-la a mil e uma estórias que
ela passará às outras em infindáveis noites no telefone, internet, escritos,
etc.. Ela é o informante do zodíaco. Faz tudo isso enquanto seu corpo se
aprimora incansavelmente, pois também não lhe falta fôlego, aliás ela precisa
de muita atividade física. Seu único problema parece ser o excesso de
interesses, em alguns momentos sentirá necessidade de cortar algumas atividades
para alcançar o aprimoramento desejado. Tendo muita energia nas mãos, a criação
das roupas de dança do ventre poderão também chamar sua atenção.
CÂNCER
Regido
pela Lua, até o mais "pacato" canceriano guarda um boêmio dentro de
si, seu interesse por poesia, cultura, histórias antigas, e pelo fantástico vão
levá-lo a desfrutar ótimos momentos com essa arte. Além do mais este signo
precisa muito de formas " não-racionais" de expressão. Essa arte será
como uma grande viagem que vai colocar a canceriana em contato com arquétipos
femininos, isso a tornará mais forte fazendo com que seu universo emocional
ultra-sensível seja equilibrado. Em seu estilo, ela pode explorar " A
Grande Mãe", a mulher repleta de energia ying que age como um imã, pois é
sempre bom estar ao seu lado, ou explorar seu lado misterioso.
LEÃO
O
centro das atenções parece ser uma posição natural para os leoninos, isso se
deve não só ao narcisismo, mas à força de sua personalidade que consegue
sustentar " um mundo inteiro " à sua volta. A leonina se sentirá
fatalmente atraída pelo brilho e glamour da dança do ventre, suas roupas serão
chamativas e bonitas, no entanto não deve se esquecer do mais importante :
incorporar a irreverência pessoal e alegria de viver ao seu estilo de dança,
pois o mais atraente em sua Arte vem da sua personalidade, e não do mundo
exterior. Com o tempo, ela acabará entusiasmando outros a se aproximarem dessa
arte.
VIRGEM
O
Brasil é um país virginiano e aqui o " culto ao corpo " atinge
proporções até absurdas.Este é o signo do aprimoramento físico e do
aperfeiçoamento da matéria. A virginiana as vezes se embaraça na busca pela
perfeição, exigindo demais de si em sua vida e nos relacionamentos. A dança do
ventre pode lhe fazer muito bem, suprindo sua eterna necessidade de
aprimoramento, de atividade física, e de buscar uma expressão para sua
feminilidade, ao mesmo tempo em que deixa de ser tão perfeccionista em sua vida
pessoal. Ela se empenhará em adquirir muita técnica e pode criar roupas de bom
gosto, mas por trás de toda essa disciplina, não deve esquecer que tem de
colocar também sua criação pessoal.
LIBRA
O
eixo áries- Libra é bem propício à essa arte. Libra rege exatamente a região
dos quadris, e a libriana artística, sempre em busca da estética vai se
realizar muito com a prática . Também não poupará esforços para aperfeiçoar o
estilo, afinal melhor que ninguém, ela sabe o que significa " A Arte pela
Arte ". Poderá se apresentar com roupas bonitas e criativas, pois está à
vontade com a estética, além disso vai levar a dança à muitos lugares e
pessoas, o que faz parte de sua necessidade natural de contatos. Um dia poderá
descobrir também que por trás de toda essa fascinação estética está sua própria
busca de significado, da criação de um mundo harmônico onde desfrute de
equilíbrio pessoal.
ESCORPIÃO
O
eixo Touro- Escorpião está em casa com a dança do ventre, o motivos são óbvios
: este é o eixo da fertilidade, da energia sexual , do corpo e dos aspectos
emocionais profundos da vida. A nativa de escorpião, regida também por Marte,
encontrará na dança um meio de canalizar sua alta energia física, além do mais,
essa arte vai equilibrar a sua sensualidade, fazendo-a entender que vida
afetiva não é sinônimo de conflito. Mais do que qualquer um, ela precisa sentir
a intensidade da vida e dos sentimentos, e a dança do ventre vai fazê-la entrar
em contato com sua feminilidade profunda, regenerando totalmente suas energias
e dando novo significado ao seu cotidiano.
SAGITÁRIO
Aqui
temos um amante natural da dança e do teatro. Com tanta energia a sagitariana
precisa de atividade física. Além do mais, a esta é a " mulher no mundo
dos homens", ela trabalha, se divide em mil tarefas, sempre dando conta de
tudo, precisa reservar espaço para uma atividade feminina como a dança do
ventre. Mas sem " dondoquices", ela é um espírito livre. Polivalente,
organizará também o vestiário, os cursos e o marketing. Deve se lembrar que o
maior benefício dessa arte não está na competição nem na velocidade, mas no
prazer de evoluir e aprender mais, a dança vai satisfazer sua necessidade de
entrar em contato com outras culturas, ampliar sua visão de mundo, e ela
passará este prazer aos outros com muito entusiasmo.
CAPRICÓRNIO
O
Capricórnio tem sido muito relacionado com o Balé clássico e os motivos são
óbvios : Esforço, constância, Tempo, disciplina e rigidez. Tudo isso é
necessário para a formação do dançarino, aliás, ao contrário do que muitos
pensam, arte e disciplina sempre andaram juntas. Este signo da terra não medirá
esforços, se gostar da dança do ventre, seu desenvolvimento será melhor com o
tempo, sem pressa, será um prazer fazer bons cursos e aprimorar sua arte, antes
de mostrar isso ao público, se sentirá estruturado e mais seguro. Por dentro do
rígido Capricórnio existe um canceriano sensível e os benefícios que a dança do
ventre vai proporcionar aos seus sentimentos vão deixá-lo fascinado, além do
mais este também é um signo de bastante energia feminina.
AQUÁRIO
Aqui
temos um signo vanguardista que pode se interessar pela excentricidade da dança
do ventre. Genial e criativa, a aquariana revolucionará o vestuário, suas
roupas se destacam, mas deve fugir das " dondoquices", das "
mesmices" e explorar seu estilo diferente sem perder o bom gosto, sua
expressão normal é se destacar dos outros, assim ela acrescentará algo novo à
essa arte. Com o tempo as pessoas entenderão que " era exatamente isso o
que faltava" e os críticos passarão a admirar sua inovação, mas lembre-se
: Até que isso aconteça é necessário muito trabalho e dedicação, afinal aquário
é a revolução, mas não por acaso e sim com responsabilidade de criar um mundo
melhor.
PEIXES
Miragem,
teu nome é Peixes....O último signo já não se limita mais aos aspectos
racionais da vida, a pisciana vê o mundo com outros olhos. Profunda,
fantasiosa, com ela descobrimos que a realidade vem depois da arte e "o
essencial é invisível aos olhos ". A dança do Ventre vai fasciná-la,
fazendo-a se sentir uma "canalizadora" dos poderes femininos e
mágicos do Cosmos. Afinal, crenças antigas nos ensinam que o mundo foi criado a
partir da Dança e isso nos leva à uma visão cosmológica, onde a coreografia
assume o papel de expressão e ordenação da vida, a qual não existiria sem ela,
pois sem a "dança-cósmica" tudo seria uma massa confusa. Daí temos :
a dança da vida, dos planetas, universos paralelos, etc... Significado , teu
nome é Peixes........
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