quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

TRADUÇÃO - Haboso - eu a beijaria



Haboso - Eu a beijaria

Hee, heee,

Pela vida em seus olhos, oh lua, pergunte sobre nós

Ainda se lembra de nós, oh lua, ou já nos esqueceu?
Ah, se eu te alcançasse, oh lua, o que você faria?
Eu correria para ela e a beijaria... O que ela faria? Eu a beijaria
E com desejo eu alcançaria suas mãos e te diria, Oh Deus,

Te prometi em verdade, venha para mim, minha preciosidade
Venha, vamos voltar aos velhos tempos
Dois dias de mel e três de ternura
E um dia como este, e um dia como aquele em que se deprende do sofrimento
Junte suas mãos às minhas, e venha!
Vamos viver a vida sem culpa
Vamos ser felizes os 30 dias do mês
E vou te mimar e te fazer ouvir palavras que a farão perder o sono
Ah, se eu te alcançasse, oh lua, o que você faria?

Eu te amo e te imploro e te mimo
Venha, vamos nos livrar deste peso, e nos amar como no ínicio novamente
Vamos nos apaixonar imediatamente nesse reinício e deixar o fogo aumentar nosso desejo
Com duas palavras e um olhar seu, minhas forças se desmantelam, com um piscar dos seus olhos
Viveremos para nós dois dias de vida
E encontraremos nosso caminho para começarmos a viver

Ah, se eu te alcançasse, oh lua, o que você faria?
Eu correria para ela e a beijaria... O que ela faria? Eu a beijaria



quinta-feira, 14 de abril de 2016

Shaabi

Shaabi

Estilo musical bastante apreciado e atualmente muito divulgado em sites, blogues e redes sociais, o Shaabi (شعبي) literalmente quer dizer popular. Esse significado não se limita à dança ou ao estilo musical, mas a tudo que vem das massas. Não apenas o Egito, mas também outros países do norte africano, como Marrocos e Argélia, têm suas músicas estilo shaabi, cada um com suas características distintas. No Egito, até 1970, os grandes cantores como Om Khalsoum, Farid el Atrache, Mohamad Abdul Wahab e Abdel Halim Hafez dominavam o cenário musical; suas músicas tinham ricas composições, linguagem clássica e arranjos sofisticados. Em 1971, Ahmad Adaweia, egípcio de origem baladi, se lançou com grande sucesso, cantando músicas que retratavam os anseios, os sonhos e as dificuldades da classe trabalhadora. Sua linguagem era a das ruas do Cairo, cheia de gírias e até de duplo sentido. Muitas de suas músicas, como por exemplo “Habba Fo` u Habba Taht” (“uma parte está em cima e a outra está em baixo”), se referem à classe de elite egípcia que sempre se beneficia, enquanto a classe trabalhadora não consegue progredir. Contestando a burguesia egípcia, esteve sujeito à censura, principalmente no início de sua carreira. Os cantores shaabi atuais têm cada um seu estilo próprio e uma visão pessoal sobre a vida, mas todos admitem que foram influenciados por Adaweia, como, por exemplo o cantor de grande sucesso Hakim, de voz inconfundível, considerado “Sheikh do Shaabi”, que cresceu com o som da classe trabalhadora e suas raízes do sul do Egito. Com a influência de Adaweia, começou a praticar desde cedo as improvisações vocais típicas do shaabi chamadas mawals. Outro cantor muito popular é Shaaban Abdel Rahim que, antes de se tornar artista, viveu como trabalhador humilde. Fez várias músicas de protesto político sobre a situação de violência contra os países árabes. Muitas de suas músicas foram vendidas informalmente, devido à censura do governo, mas sua linguagem informal e letras extremamente sinceras fizeram imenso sucesso por todas as ruas do Cairo. Inúmeras músicas shaabi também têm um tom engraçado, brincalhão, insolente. No shaabi, tudo é válido: sons de carro, telefone, pato, vozes engraçadas, risadas, gírias, duplos sentidos até de conotação sensual, e temas do simples cotidiano e do amor. Tudo isso reflete o espírito do povo egípcio do subúrbio. Quem teve a oportunidade de vivenciar essa realidade, percebe o quanto enriquecedor é observar as mulheres egípcias suburbanas, com seu tom de voz alto, fala cantada, gestos de mão frenéticos, expressão que não se limita ao rosto, mas que percorre todo o corpo, mexendo os ombros e levando as mãos às cadeiras. Mulheres que são capazes de bater no marido, se perceberem que esses estão com a intenção de se casar com uma segunda esposa, o que nos mostra essa mistura de comédia e drama que permeia a vida desses egípcios. Os homens, com olhar namorador, mas ao mesmo tempo pasmos com a presença feminina, em alguns momentos demonstram certa ingenuidade no que se refere ao amor, mas ao mesmo tempo uma malandragem sem igual. E na dança, como isso reflete? É preciso saber a letra da música para se dançar shaabi? Ah, é bastante importante... O ideal é compreender a letra, sim, ao menos o tema da música para que a sua expressão facial e corporal seja condizente com o significado e, mais do que isso, para que você possa escolher a música que quer interpretar, não apenas pela composição musical e ritmo, mas por aquilo que a música expressa. É claro que a dança deve retratar o tema da música, mas se deve ter o cuidado de não transformar sua performance em mímica. A dança pode conter gestos mais marcantes que irão enriquecer sua interpretação, mas seu excesso pode remeter a uma apresentação infantil. O mesmo se aplica a cantar a letra da música, o que é muito válido se, no calor da emoção, isso acontecer espontaneamente ou mesmo se for para dar ênfase a alguma parte que esteja interpretando, mas também se deve ter moderação, já que o excesso pode tornar sua apresentação mais uma dublagem do que propriamente uma dança. Como a música tem tema e linguagem mais informal, os movimentos são mais soltos do que na dança clássica, cujo alinhamento corporal é mais elegante. No shaabi, os movimentos são mais simples, porém com bastante sentimento. Para enriquecer sua dança, é preciso prestar atenção nos instrumentos que estão tocando em cada parte da música. Cada instrumento tem uma característica distinta e suas combinações também. Geralmente na voz do cantor, você vai usar movimentos mais contidos, mais intimistas. Já quando entra o coral ou toda a orquestra, os movimentos são mais fortes, expansivos, permitindo maior deslocamento. Nas partes em que se evidencia a percussão, os movimentos de quadril com batidas e shimmies devem ser mais utilizados. É importante lembrar que cada pessoa tem uma bagagem e uma personalidade distinta, e assim, cada dança vai ser carregada de interpretação pessoal; a forma de traduzir a emoção em movimentos vai ser diferente, e principalmente a expressão facial de cada bailarina deve ser fiel a ela mesma, para que mesmo dançando estilos de música completamente diferentes, seu estilo pessoal seja marcante.
Texto de Munira Magharib
***********(artigo publicado na Revista Shimmie)

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Aventuras de Ana Aziza

É... Isso com certeza merece postagem no blog. Quem me conhece sabe bem... Sou a pessoa com mais falta de noção do mundo quando se trata de ir a lugares diferentes. E o que é pior! Voltar pra casa. E na realidade, nem era um lugar diferente... Era a segunda vez que estava indo lá. Bom... Estava eu super empolgada com o curso de verão que ia fazer... Curso dos sete véus com a Najma Safi. (Lá em Canoas) O marido pesquisou no google maps a ida. Por que a volta não deu tempo , já estávamos em cima da hora sair.( Leva tempo pra chegar lá, e quando não se sabe o caminho,a probabilidade é que leve no mínimo 1 hora a mais). É tanto dobra qui, curva ali ... Mas, enfim chegamos! Aula maravilhosa. Curso maravilhoso. Profe maravilhosa. Eis que chega a hora de voltar pra casa. Aah... Tranquilo... Ligo o celular... GPS. Barbada. SÓ QUE NÃO!!! Daí começa a aventura ... Aa maravilhosa internet da Tim que cai o sinal toda hora.. Nos fez entrar em ruas que não devíamos... Totalmente perdidos... Eis que .... ACABA A BATERIA DO CELULAR. Disse pro marido: ''Amor, vai indo que a gente acha''. Até aí... Tranquilo. Vimos o caminho do trem , então beleza... ''Amor, segue o caminho do trem que não tem erro. Só espero que estejamos indo no sentido certo'' (Eu de copiloto sou uma M) Resultado: ESTÁVAMOS INDO PRO LADO CONTRÁRIO! Passando por Esteio , eis a dúvida: Esteio é antes ou depois de Canoas? Ninguém lembrava... Então... Segue! Chegando em Novo Hamburgo... Nos demos conta da ''M'' que estávamos fazendo... Então...Volta tudooo de novo. Pega a 448 e volta. Simples. SÓ QUE NÃO. Depois de tanto rodar pela estrada, já chegando em Porto Alegre, ali, na entrada... Próximo a Arena do Grêmio acontece o que???? ACABA A GASOLINA. Isso por que tinha o suficiente para ir a Canoas e voltar, não ficar fazendo turismo por aí. E, como nosso carro não marca o ponteiro da gasolina, vamos no adivinhômetro e nos fu.... Certo. No meio do nada. 11 da noite. Liguei pra PRF, perguntei qual posto de combustíveis mais perto. Me informaram que se fosse em direção a Canoas, a distância era de 1 kilômetro e se fosse para Porto Alegre eram 5. Lá foi o Eder com galãozinho na mão procurar. Eu com o celular dele , por que o meu estava sem bateria, ficamos incomunicáveis. Meia hora passou e nada dele voltar. Fechei o carro e fiquei com a filhota ali... Estava agoniada, odeio esperar. Quando de repente, pelo espelho retrovisor, vi umas luzes atrás do carro... E umas batidinhas na janela. Me senti naqueles filmes onde a polícia para o carro, pede documento e tal... Mas era só o carro da CONCEPA... Dizendo que ali não podia ficar, por que era estrada, e justamente numa curva. Ee que se por acaso algum motorista de uma carreta viesse meio dormindo não ia enxergar a gente parada ali e ia nos levar junto. Além do que a PRF ia multar e guinchar o carro. Ali realmente era proibido ficar. -Faço o que então? -Te levo até o posto mais próximo, guincho teu carro -Moço, não posso sair daqui, e quando meu marido voltar e não encontrar nem a gente , nem o carro? -É o que eu posso fazer. -Não vou sair daqui -Então vou puxar o carro pro refúgio mais próximo. Aqui tu não pode ficar Pensei comigo : crlho. O que e onde será isso? -Deixa o carro em ponto morto e liga o pisca -Não sei fazer isso. deixar em ponto morto) Acho que ele viu meu desespero... -Tu não vai fazer nada! Só mantém o carro alinhando com a traseira do meu. SÓ ISSO! (Como se fosse simples. Afff) Eis que a dona Pietra: ''Mãe, deixa que eu vou guiando. Sei fazer isso. O pai me ensinou. Aahh daí é muita humilhação, né? Pensa... Eu no carona e uma criança guiando. Não! Seja o que Deus quiser. Chegando no tal refugio, ele me disse pra ter cuidado por ali. Que não era uma área muito boa. Bom, só posso tentar chamar um táxi e ir atrás do Eder. MAS MINHA AGENDA ESTAVA NO APARELHO SEM BATERIA. Por sorte, tinha de um amigo , o Alexandre salvo no aparelho dele. Liguei e pedi um numero de táxi. Liguei pra lá, mas a atendente me disse q era impossível eu estar em Porto Alegre, próximo a Arena em uma rua chamada ((esqueci o nome)). Disse q estava enganada, q devia estar em Canoas, e que se a Concepa apareceu pra ajudar, provavelmente estava na estrada, e não onde dizia estar. AHHH QUE RAIVAAAAA Com um binóculo de brinquedo, a Pi conseguiu ler o nº de uma casa ali. Liguei de novo e ela continuou dizendo que eu não estava nessa rua. (Crlho, agora quer dizer que nem ler eu sei???) Eis que a Pietra vê de longe um segurança de uma daquelas fábricas (?) Chamei ele, perguntei o nome da rua e ele confirmou. (Quem estava doida então?) Expliquei a situação e ele disse que se tivéssemos parado ali , ele buscaria de bicicleta a gasolina, pois não leva 5 minutos. O posto mais próximo é sim, em POA. Tentou ligar pra outro táxi e me deu o telefone de mais outro. Nisso j´aveio um colega dele e ficamos ali, esperando. Mas ele disse que pra lá não mandam táxi por que vários já foram assaltados. ''Aqui é boca braba, é uma vilinha que tem ali. Só tem vagabundo. Faz assim... Fica dentro do carro, fecha tudo. Pq tem muito vagabundo aqui e ali atrás é um ponto de tráfico. Qualquer coisa grita que a gente vem aqui. Estamos aqui, tá? Mas fecha o carro.'' Passada 1 hora e nada do Eder voltar. O mesmo rapaz da Concepa voltou pra saber se tinha conseguido gasolina. E foi ver se achava ele por ali. Pq o posto que ele realmente era muito longe e aquela hora era perigoso andar por ali. O Eder chegou e ele chegou junto. Mais de 1 hora caminhando. Cansado, com bolhas nos pés. E apavorado por que não nos encontrou onde havia deixado. Mil coisas passam na cabeça nesses momentos... Mas graças a Deus deu tudo certo. A volta pra casa que leva em torno de uma hora , levou CINCO HORAS. Agora, além de um GPS, vou comprar um binóculo de verdade pra Pietra. Com ele ela viu a placa com o nome da rua, o número do prédio mais próximo e o guarda que estava lá. **No final dá tudo certo** Graças a Deus. E semana que vem estaremos lá de novo.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Meu primeiro contato com a dança...

Na realidade, eu acredito que foi em outra vida. rsrsrsrs
Bom... Como já contei anteriormente aquele ''luz'' se acendeu quando eu tinha uns 12 anos, mais ou menos.
Mas ... Meu contato direto com a dança foi beeeeeeemmmm mais tarde.
Em 2009. Com a professora Fran ( Suraya Safi).



Foram aulas maravilhosas... Profe muito querida ensinava com paciência os movimentos. Sempre incentivando e elogiando cada aluna.

Olho essa postura e quase tenho um infarto. Mas tudo bem, as coisas evoluem. \o/

Não via a hora de chegar a próxima aula...
Chegava em casa e treinava os movimentos, e doida pra chegar na próxima aula e aprender mais.
Foto histórica (pré) rsrsrsr

Ao final de cada mês recebíamos um resumo por escrito dos movimentos que aprendemos (tenho guardado até hoje)

Não tive nenhuma apresentação nesse período, até por que estava recém iniciando. Mas foram bons momentos .





quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Um dia especial- hoje!

O que vou contar hoje, não tem nada a ver com a dança.-Embora esse blog seja para isso. 
Mas comigo.
Alguma espécie de presente que a vida me deu...

Há alguns meses atrás, descobri que tinha mais cinco irmãos.
Na hora me deu uma vontade imensa de conhecer todo mundo. De saber as semelhanças, as diferenças, se me aceitariam e se teriam essa mesma vontade de me conhecer.
Eu, até então uma estranha na vida de cada um deles.
Por muitas e muitas vezes, eu queria muito ter um irmão mais velho.
Mas isso seria impossível, visto que tinha apenas uma irmã por parte de mãe. E foi a única que conheci por toda minha vida.
Até o dia de hoje.
Escutei por vezes, que tinha duas outras irmãs, muito parecidas comigo.
Mas como encontrar?
Não tive muito contato com nosso pai. Ele sabia que eu existia. Eu sabia que ele existia e ponto.
Exatamente no dia 8 de abril de 2013 , soube da morte dele: 25/12/2012.
Um misto de sentimentos surgiu...
Passado isso, meses depois, houve a possibilidade de encontrar meus irmãos.
E esse dia parecia que nunca ia chegar.
Mas, tudo acontece na hora certa, exatamente quando tem que acontecer.
E, exatamente hoje, dia 15/01/2014, pude conhecer um pouquinho de cada um.
Eu não sabia ao certo se seria bem recebida, e se tinham a mesma vontade.
Somos muito parecidos... Não tanto fisicamente. Mas na personalidade de cada um.
A vida nos reserva surpresas a s vezes.
E ainda estou me acostumando a ter essa ''penca'' de irmãos. heheheh
O carinho, que até assusta, ao ouvir me chamar de ''mana''.
Enfim , fui bem recebida e recebi cada um em meu coração igualmente.
Nunca nos vimos, em toda a minha vida, mas , me senti ''em casa''.
Depois de uma semana tensa, com muito stress, a vida me deu em uma manhã de quarta feira um presente.
O carinho dos meus irmãos.
Faltou apenas um, que partiu antes que pudéssemos nos conhecer...
A Pietra conheceu seus ''novos'' tios e não vê a hora de conhecer seus primos (uma galera heheheh).
Foi muito bom conhecer cada um de vocês.
Que seja pra sempre...

Amei cada um de vocês: Válter, Rosane, Tatiane e Joseane.





sábado, 11 de janeiro de 2014

O teatro e eu..

Teatro? De novo?
Hahahaha sim e não.
Como assim? 
Bom, já havia entrado em cena, porém uma cena daquilo que sei fazer: Dançar (ou acho que sei,né?). Uma participação dançante, digamos assim.
E agora?
Aaaaahh agora a coisa mudou de figura. Foram algumas segundas feiras me preparando para estrear atuando!!!!
Como?
Bom, minha sobrinha é apaixonada por teatro. Resolvi dar a ela essa oficina. Quando entrei em contato com o Pretto (diretor) , fui convidada a participar também. Desafio aceito!

Oficina de teatro. Pode ser melhor?? Pode sim; Teatro espírita.
Posso contar a experiência?
Existem algumas coisas em que realmente não sou boa, como todo ser humano.
E nisso inclui: Lembrar nomes (lembrar qualquer coisa, ultimamente) e na minha pré adolescência e pro resto da vida jogar vôlei. E o que isso tem a ver com o teatro???? Tem a ver com o primeiro exercício :Simular uma partida , citando o nome de um colega.
Com alguns até então desconhecidos. Ok... Vamos lá.. Sem desistir. Não ainda. Lembrar os nomes dos colegas que ouvi uma, duas vezes. Lembrar as regras do vôlei. (Caramba! Eu , na época da escola fingia estar passando mal pra não jogar. Eu briguei e feio com um professor por causa disso. Fui parar na diretoria, SOE e, claro... Bilhete pra mãe. Não jogo e ponto!) 
Pensamentos do tipo : ''Não nasci pra isso'' me vinham em mente a cada 5 ou 2 minutos. Ou a cada vez que a ''bola era minha''.
 Ok... Passada essa fase... Agora ... Falar em público. Já falei que sou horrível com isso e que prefiro nesse caso uma boa partida de vôlei?
Mas, é para isso que serve uma oficina. Superar essas dificuldades. 
E aí os pensamentos mudavam :'' Nasci pra dançar, não atuar. Isso não me pertence''.
Eu tinha em mente a plena certeza de que não daria certo se precisasse decorar textos infindáveis, sabia que deixaria algum colega na mão se dependesse da minha fala. Mas, nosso diretor não trabalha assim, ♫ Pra nóooohhhssa alegríiiaa ♫
Sem contar todos os contratempos que tivemos cada dia que tinha a oficina. Era ônibus errado, ou as vezes não parava onde queríamos. Caminhávamos feito umas mulas até chegar.. E outras cocitas más....
No final de cada dia, as palavras do Pretto me impulsionavam a continuar.
E fui tomando gosto pela coisa. 
As amizades feitas, os exercícios, a convivência com cada um. Foram dias maravilhosos (tirando o primeiro, claro).
Eu sempre tive a plena certeza de que não era minha área. Mas estava disposta a aceitar o desafio, pois tudo é aprendizado nessa vida.
No dia da conclusão... O mesmo nervosismo antes de qualquer apresentação tomou conta de mim. 
Mas o fato de dividir o palco com colegas, amigos unidos por uma mesma razão, me fez sentir segura. E ao mesmo tempo triste, pois chegaria ao fim aquela convivência maravilhosa...
Não poderia mais negar a outros convites com a frase ''Não posso, tenho ensaio do teatro''.
Fazer parte disso me fez melhorar em muitos aspectos. Eu hoje , por exemplo,já consigo falar em público (continuo não gostando, mas consigo controlar). 
Como o Pretto dizia, com toda a certeza vamos usar o que aprendemos ali. De alguma forma.
As amizades vou levar pra sempre... Tenho cada um no ♥.
Tudo isso foi só pra dizer:
MUITO OBRIGADA Luis Carlos Pretto, por me dar a oportunidade de fazer parte da Cia Hariboll!!!!! 
Não poderia eu interpretar algo que se parecesse mais com meu modo de viver...
♫ Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz... ♫
O dia da apresentação?? 10/11/2013 onde exatamente a 9 anos atrás algo mudaria minha vida para sempre: O nascimento de minha princesa *-*

Pronta pra entrar em cena *-*


Se alguém perguntar como foi minha atuação, está aí a resposta. kkkkkk





sábado, 4 de janeiro de 2014

Retrospectiva

Retrospectiva 2013?
Que nada..
Vou lá para 2010 hahahaha
Relembrando bons momentos da dança.

7º Aniversário da Escola Filhas De Rá
Minha primeira apresentação.
Foi terrível, foi triste, deprimente. (Falando por mim, de mim )kkkkkkkkkkk
Nervos a flor da pele. Mãos trêmulas. Suando frio. Dor de barriga ... Tudo que se possa imaginar.
Mas, vamos lá... Tá na chuva é pra se molhar.
Amigos, parentes .... Todo mundo esperando o máximo e a pessoa lá, olhando pra baixo. Buscando em algum cantinho do cérebro a coreografia que parecia ter se perdido no meio do caminho.
Olhar perdido no horizonte...
Sorrir ??? DE QUE MANEIRA????? Nervosa pra caramba.
Confesso que o melhor momento foi quando a musica acabou.
Mas...
Pera aí...
Ficamos meses ensaiando pra que????
Larga de frescura!
Acho que esse foi de longe o melhor espetáculo...
Foi lindo, ''Os sete pecados e as sete virtudes''.

Cometi depois o pecado da gula. hahahahahah Sabe como é né... Churrascaria.... Hum.....













 
















Legal foi na hora de voltar para casa.
Minha mãe me perguntou várias vezes :
 ''Filha, não esqueceu nada?''
-Não Mãe, vamos.
-Tem certeza?
-Tenho!
-Olha de novo.
-Já olhei Mãe, olhei tudo. Vamos.
- Tá, vamos pegar um táxi.
... 15 minutos depois (quase chegando em casa)
-Aaaaahhhhh Mãe, esqueci minha frasqueira com tudo dentro. 
-ANA EU VOU TE MATAR! Te perguntei várias vezes!!!
-Peguei minha bolsa, não costumo carregar a frasqueira, não lembrei dela.
-EU DISSE PRA TI OLHAR TUDO! Moço, pode voltar por favor. Ana, tu que vai pagar a corrida!!!!

(Lembro como se fosse hoje esse diálogo amigável :p )

Eu nem vou contar da parte que coloquei o sapato trocado (Ah,, vou sim ), senti uma dor nos pés e não sabia o que era. Vi então que estava com o direito no esquerdo e vice versa. Como fiz isso? Só Deus sabe!!! Lembro da minha mãe dizendo que eu parecia estar toda cagada andando de salto. Valeu...
Sinto falta dessa parceria nos eventos :(


Nossa apresentação: 





quinta-feira, 14 de novembro de 2013

1º vôo a gente nunca esquece o.O

(Agosto de 2012)
O primeiro vôo a gente nunca esquece...  

Bom, já que me perguntaram, vou descrever...
Nunca havia andado nesse negócio (ou voado,né?)
O medo e o pavor tomavam conta do ser em questão... Ao ligar a TV só via reportagens sobre o acidente da Tam e as homenagens as pessoas... O que contribuía ainda mais para meu pânico... Então chegou a hora... Tinha que fazer o check-in... Sabia disso, não sabia o que era. rsrsrsr. Enfim... Despachei as malas... POLTRONA 13 Tudo bem, já que estou aqui, vamos lá... Tão desesperada quando uma ovelha indo pro matadouro... Enfrentar o bicho. Ao passar por aquela porcaria que detecta metais, me fizeram tirar o casaco e por na esteira. (estaria eu com cara de terrorista? ) Não bastasse isso, me fizeram tirar os tênis e ficar de meias em pleno Salgado Filho. (Depois eu soube que isso é normal, mas naquele momento só fizeram comigo. E tinha muitaaas pessoas embarcando) Ok... Passado isso não tem mais volta.. Então, aguardemos o embarque. Enfim, chamaram para entrar no dito cujo... Quando vi aquela coisa que tem um nome, não sei qual, se parar entre a porta de saída da sala de espera e a porta do avião como se quisesse abduzir as pessoas de lá de dentro minhas pernas amoleceram... Enfim, já dentro, sentada na poltrona... A aeromoça me vem com um folheto explicativo que se dá para as pessoas que sentam na saída de emergência-É eu estava ali. Pedi a Deus nesse momento que tivesse piedade das pessoas que fossem depender de mim em um momento de pânico. ... E mandaram afivelar os cintos... E o bicho começou a andar (aprendi com minha amiga Ingrid que isso se chama taxiar) Me segurei naquele cinto como se ele fosse salvar a minha vida se o avião caísse... E... Pro meu inferno piorar, ele decolou... Em uma velocidade que parecia que meu cérebro tinha voltado pra Viamão. E rezei... Tanto quanto nunca o tinha feito em toda minha vida. E uma lágrima filha da puta rolou pelo meu rosto... O ar parecia não entrar nos meus pulmões, meu coração batia na mesma velocidade do avião... As mãos trêmulas e pingando suor... Olhava pela janela e pedia a Deus que acabasse logo... E ele foi ainda mais alto... Passando as nuvens... E tão logo já não se enxergava as casinhas lá em baixo... E fechei os olhos na esperança de dormir. Que dormir o que!!!! Alguém dorme estando com o pavor que eu estava??? Enfim... O comandante anuncia o pouso...   E a visão de sobrevoar a cidade de Santos me tirou um pouco da tortura e sensação de que o avião passou 1 hora caindo... Avião no chão... Tudo passou... E não foi tão terrível assim... Pelo menos na volta, eu curti o passeio pelos ares... Vale apena. É muito bom viajar de avião. 

-----Em agosto de 2012, viajei para dançar no 1º encontro da Máfia da Dança do Ventre.

Pra quem não conhece, não tem nada a ver com gangues e mafiosos. kkkkkkkkkk----

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Dançando para o bem

Evento beneficente realizado dia 27/09/2013.
Em Porto Alegre.
O objetivo desse evento era arrecadar fundos para a compra de um colete de Milwalkee
(é assim que escreve? o.O )
E conseguimos!!
Não por mérito meu, mas por cada um que se empenhou na causa.
Cada bailarina que veio de longe (e de perto também) que dedicou seu tempo a estar ali , dançando.
A quem colaborou, a quem assistiu, a todos: Muito obrigada.
Objetivo alcançado, é hora de mostrar que nós conseguimos! Juntos somos um!

sábado, 2 de novembro de 2013

Coisas que se aprende quando se torna professora de dança

1- Esqueça seu nome! Agora você é ''sora'', ''profe'', ''pro'', e quando querem algo é ''sorinha''.
2- Passos são contados.
3- Mesmo que você tenha 18 anos vai aparecer alguém e te dizer, ''Profe'', a senhora vai passar a coreografia ? (isso aê: senhora!!)
4- Alunos são pessoas e pessoas tem nomes. LEMBRE DELES!
5- Você vê que sua professora tinha toda razão quando dizia: ''Não faltem ao ensaio''
6- Por mais que já tenha visto de tudo nessa vida, sempre haverá algo para te surpreender.
7- Que se sua professora fica nervosa ou estressada em dia de evento é por que tem motivos para isso!
8- Que faz diferença SIM se chegar uns minutinhos mais tarde.
9- Por último, mas não menos importante : Que você pode sim surtar a qualquer momento em dia de espetáculo. Acredite: Sempre vai ter alguém encarregado disso. Ou aluna, ou parente da aluna, ou o cara do som, ou o cara da luz, o cara da filmagem, o cara da foto ou cara do teatro ou até mesmo o teatro. Sim, algo vai te tirar do sério. Esteja preparada com um bom sorriso para o que der e vier.




Esqueci de algo?

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